por Nathalia Marangoni em 1 de Junho, 2017
4 min read

O Instagram é uma das redes sociais mais acessadas do mundo: desde sua criação em 2010, a plataforma tem crescido exponencialmente – especialmente entre jovens da geração Millennial, celebridades e marcas de publicidade – por facilitar o compartilhamento e consumo de fotos e vídeos de forma instantânea e personalizada.

Por sua simplicidade, a rede social se apresenta como uma excelente maneira de retratar o dia a dia das pessoas em tempo real, aproximando-as e combatendo estereótipos sobre elas mesmas, lugares e costumes. No Instagram, todos são produtores de conteúdo e isso permite a difusão de olhares que desafiam as representações comumente disseminadas pelos grandes meios de comunicação.

Sabendo disto, separamos alguns perfis para você que tem vontade de conhecer o dia a dia de países da África de uma forma totalmente fora da caixinha, a partir das lentes de fotógrafos que nasceram e vivem no continente.

  1. Everyday Africa (@everydayafrica)

Everyday Africa é um coletivo de fotógrafos.

Everyday Africa é um coletivo de fotógrafos que celebra a diversidade africana

O Everyday Africa é um coletivo de fotógrafos de diferentes países africanos que produzem e compartilham conteúdo com a finalidade de retratar o continente além dos estereótipos que o descrevem como um lugar de guerra, doença e pobreza. O projeto celebra a diversidade africana e a essência de seu dia a dia. Atualmente, conta com mais de 300,000 seguidores e 3,700 imagens compartilhadas. Além do perfil, o coletivo publicou um livro fotográfico com as imagens mais marcantes compartilhadas online, acompanhadas de comentários feitos por usuários do Instagram.

  1. African Cityzens (@africancityzens)

African Cityzens coloca africanos como protagonistas das imagens

African Cityzens destaca africanos como protagonistas das imagens

O African Cityzens se descreve como um projeto compromissado em compartilhar histórias africanas através de lentes africanas. Seu objetivo é documentar o máximo de cidades possíveis em um espaço de tempo entre 5 a 10 anos, que serão divididos entre as regiões leste, oeste, norte, sul e central do continente. Assim como o Everyday Africa, suas fotos trazem uma visão mais familiar e calorosa sobre a África, evitando sensacionalismos.

  1. Steven Chikosi (@stevenchikosi)

Steven Chikosi se destaca pelo uso engenhoso de cores e técnicas de iluminação

Steven Chikosi se destaca pelo uso engenhoso de cores e técnicas de iluminação

“Todas as pessoas contam uma história, mesmo que você não fale com elas. Se você vê-las andando pela rua, suas expressões faciais e como andam… isso conta uma história”. Steven Chikosi é um fotográfo e cinegrafista de Harare, capital do Zimbábue. Sua missão no Instagram é a de contar histórias sobre pessoas que residem no continente africano a partir de seu trabalho fotográfico. Suas fotos preferidas são as tiradas espontaneamente, sem que as pessoas o percebam. Por sua consistente presença virtual, ele foi destaque do programa African Voices da CNN e recentemente considerado um dos melhores fotógrafos africanos a serem seguidos no Instagram.

  1. Nano Kofi Acqua (@africashowboy)

Fotografia de Nano Kofi Acqua

Fotografia de Nano Kofi Acqua é artística e, ao mesmo tempo, jornalística

Nano Kofi Acqua faz parte do coletivo Everyday Africa e é fotógrafo por atribuição do Getty Images. Vive em uma pequena aldeia na cidade de Accra, em Gana, com sua esposa Gloria, seus 3 filhos e 2 cães. Em seu perfil no Instagram, ele mistura seu passado no jornalismo e na publicidade com seu trabalho pelo continente africano. Em seu site é possível acessar impressionantes séries fotográficas com temas como “A vida depois do ebola” (Serra Leoa), “Vidas e estradas” (Etiópia e Quênia) e “A vida é uma praia” (Gana).

  1. Andrew Esiebo (@andrewesiebo)

Fotos de Andrew Esiebo destacam a cultura urbana de cidades africanas

Fotos de Andrew Esiebo destacam a cultura urbana de cidades africanas

Nascido em Lagos, na Nigéria, Andrew Esiebo começou sua jornada na fotografia retratando o rápido desenvolvimento urbano de seu país natal, assim como seus patrimônios e riquezas culturais. Motivado pelo reconhecimento internacional que suas fotos estavam recebendo, Esiebo começou a explorar novos territórios criativos, investigando temas como sexualidade, políticas de gênero, cultura popular, migração e espiritualidade. Seu trabalho já foi exposto em diversos lugares do mundo, inclusive, na 29ª Bienal de São Paulo.