por Nathalia Marangoni em 7 de Agosto, 2017
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Você já ouviu falar das 7 Maravilhas Naturais da África? Em 2013, foi anunciada em Arusha, Tanzânia, uma lista que compila 7 ecossistemas e fenômenos deslumbrantes do continente, de acordo com a opinião de especialistas em conservação de todo o mundo e membros da União International para a Conservação da Natureza. Como embaixadora da lista está a Victoria Falls – ou Cataratas Vitória – que é tão fascinante por si só que está entre as 7 Maravilhas Naturais do Mundo.

Prepare-se para perder o fôlego! Não esqueça de entrar em contato conosco caso queira conhecer algumas dessas maravilhas de perto em suas viagens pelo continente.

7. Recife do Mar Vermelho

Peixe verde nada entre recife de corais coloridos

O Mar Vermelho é um ecossistema fantasticamente rico e diversificado, que abriga mais de 1.200 espécies de peixes, sendo que 10% deles só podem ser encontrados na região.

A rica diversidade se deve, em parte, aos 2.000 km (1.240 milhas) de recife de corais que se estendem ao longo de seu litoral. Considerado um dos melhores pontos de mergulho do mundo, o recife possui entre 5.000 a 7.000 anos.

O Mar Vermelho é golfo do Oceano Índico, situado entre a África e a Ásia. A conexão com o oceano acontecen no sul, por meio do estreito de Bab el Mandeb e do Golfo de Aden. Ao norte encontram-se a Península do Sinai, o Golfo de Aqaba e o Canal de Suez.

6. Delta do Okavango

Safári de mokoro no Delta do Okavango

Safári de mokoro no Delta do Okavango

Considerado o maior delta interior do mundo, o Delta do Okavango, no Botsuana, é formado onde o rio Okavango alcança uma calha tectônica na parte central da Bacia do Kalahari. Toda a água que atinge o Delta finalmente se evapora e não flui para nenhum mar ou oceano.

A fonte do rio Okavango se concentra nos montes angolanos e leva um mês para atravessar o percurso de 1.200 km (745 milhas) até o delta. As águas então se espalham pelos 250 km por 150 km (155 milhas por 93 milhas) do delta durante os próximos quatro meses (março a junho).

Os picos de inundação acontecem entre junho e agosto, durante os meses de inverno seco do Botsuana, quando o delta cresce o triplo de seu tamanho permanente, atraindo animais que estão a quilômetros distância e criando uma das maiores concentrações de vida selvagem da África.

Chief’s Island, ou a Ilha do Chefe, é a maior ilha do delta e possui as melhores oportunidades de observação da vida selvagem, proporcionando aos hóspedes uma variedade de atividades aquáticas e terrestres.

5. Cratera de Ngorongoro

Pôr do sol sobre a cratera de Ngorongoro

Pôr do sol sobre a Cratera de Ngorongoro

A Cratera de Ngorongoro, na Tanzânia, é a maior caldeira vulcânica inativa, intocada e não preenchida do mundo.

A cratera, que se formou quando um grande vulcão explodiu e colapsou entre dois a três milhões de anos atrás, tem 610 metros de profundidade e seu piso cobre 260 quilômetros quadrados (100 milhas quadradas).

O nome da cratera tem uma origem onomatopééica; foi nomeada pelos pastores Maasai por conta do som produzido por sinos de vaca (ngoro ngoro). A área faz parte do ecossistema do Serengeti e, ao noroeste, faz fronteira com o Parque Nacional Serengeti.

Cerca de 25.000 animais de grande porte vivem na cratera, que se estabeleceu como uma atração turística popular, além de ser conhecida pela sua densidade de leões.

4. Monte Kilimanjaro

Elefante em frente ao Monte Kilimanjaro

Elefante em frente ao Monte Kilimanjaro

O Monte Kilimanjaro é a montanha mais alta da África, atingindo 5.895 m (19.340 pés). É também a montanha independente mais alta do mundo. O Kilimanjaro é um grande estratovolcão composto por três cones vulcânicos distintos: Kibo, Mawenzi e Shira. Mawenzi e Shira estão extintos, enquanto Kibo está adormecido e pode entrar em erupção de novo.

A montanha é parte do Parque Nacional Kilimanjaro e é um importante destino de escalada. A montanha tem sido objeto de muitos estudos científicos por causa da redução de suas geleiras e dos campos de gelo que estão desaparecendo. Existem sete rotas oficiais de trekking para subir e descer o Monte Kilimanjaro. A rota pode ser feita em seis ou sete dias.

3. O deserto do Saara

Caravana passeia pelo deserto do Saara - Pixabay

Caravana passeia pelo deserto do Saara

O Sahara é o maior deserto quente do mundo e o terceiro maior deserto mundial atrás da Antártida e o Ártico. Sua área de 9.200.000 quilômetros quadrados (3.600.000 milhas quadradas) é comparável à área da China ou dos Estados Unidos.

Abrange 11 países, se estendendo a partir do Mar Vermelho no leste e do Mediterrâneo no norte até o Oceano Atlântico no oeste, onde a paisagem gradualmente muda de deserto para planícies costeiras.

O deserto árido não está completamente inabitado: várias espécies de raposa, dama-gazela, guepardo-do-noroeste-africano, víbora-cornuda, avestruz-do-norte-da-África, camelo dromedário e cabra chamam a região de lar.

2. Rio Nilo

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O Nilo é o rio mais longo do mundo, se estendendo em 6.650 km (4.132 milhas). É um rio “internacional”, pois sua bacia de drenagem abrange onze países – Tanzânia, Uganda, Ruanda, Burundi, República Democrática do Congo, Quênia, Etiópia, Eritreia, Sudão do Sul, Sudão e Egito.

O Nilo tem dois grandes afluentes: o Nilo Branco e o Nilo Azul. O Nilo Branco é considerado a cabeça e o fluxo primário do próprio Nilo. O Nilo Azul, no entanto, é a fonte da maior parte da água e limo.

Anteriormente, o Lago Tanganyika drenava sentido norte ao longo do Vale do Rift Africano até o Nilo Branco, tornando o Nilo mais longo em cerca de 1.400 quilômetros (870 milhas), até ser bloqueado nos tempos do Mioceno pela maior parte dos Vulcões Virunga.

1. A migração do Serengeti

Vista aérea da Grande Migração dos Gnus

Vista aérea da Grande Migração dos Gnus

A Migração do Serengeti, também conhecida como a Migração dos Gnus, é a maior e mais longa migração terrestre do mundo. Ela atravessa a Tanzânia e o Quênia, e abrange 30 mil quilômetros quadrados (18,650 milhas quadradas).

Todos os anos, quase que simultaneamente, a migração circular começa na Área de Conservação de Ngorongoro, na região sul do Serengeti, na Tanzânia, e acontece no sentido horário pelo Parque Nacional Serengeti e no sentido norte para a reserva de Masai Mara no Quênia.

Esta migração é um fenômeno natural determinado pela disponibilidade de pastagem, e inclui 1,7 milhão de gnus, 260 000 zebras e 470,000 gazelas.

Cerca de 250.000 gnus morrem durante sua jornada que parte da Tanzânia em direção à Reserva Nacional Maasai Mara, no sudoeste do Quênia, um percurso de 800 quilômetros (500 milhas). A morte geralmente é determinada por sede, fome, exaustão ou predação.